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Imprensa mundial une-se em dia de protesto exigindo o fim do assassínio de jornalistas em Gaza

“Ao ritmo em que jornalistas estão a ser mortos em Gaza pelas forças de defesa de Israel, em breve não haverá mais ninguém para manter o mundo informado”. A frase é do diretor da organização Repórteres Sem Fronteiras, na apresentação da campanha de protesto mundial que esta segunda-feira, 1 de setembro, une mais de 200 órgãos de comunicação social de 50 países, exigindo o fim do assassínio de jornalistas em Gaza.

Organizada pela Repórteres Sem Fronteiras, pelo movimento de campanhas Avaaz e pela Federação Internacional de Jornalistas, esta ação é apresentada como o primeiro “protesto editorial em grande escala” da história moderna coordenado em simultâneo por redações em todos os continentes.

Jornais impressos vão ter capas inteiramente pretas com uma mensagem marcante. Emissoras de TV e rádio interromperão a programação com uma declaração conjunta. Portais ‘online’ apagarão as suas ‘homepages’ ou exibirão ‘banners’ em solidariedade com os jornalistas palestinianos, exigindo também o acesso da imprensa internacional ao território.

Em 22 meses de guerra, morreram mais de 240 repórteres em Gaza.

Israel está “empenhado no esforço mais mortífero e deliberado para matar e silenciar jornalistas” alguma vez documentado, denuncia o Comité para a Proteção dos Jornalistas.

“Os jornalistas palestinianos estão a ser ameaçados, diretamente visados ​​e assassinados pelas forças israelitas, e são arbitrariamente detidos e torturados em retaliação pelo seu trabalho. Ao silenciar a imprensa – aqueles que documentam e testemunham – Israel está a silenciar a guerra”.