O investimento publicitário em imprensa caiu 65% em 5 anos e as redes sociais absorvem hoje a maioria dos orçamentos das campanhas.
Os dados foram avançados em entrevista à Lusa por Cláudia Maia, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, criticando também as políticas públicas que escasseiam para apoiar o setor, apesar de muitas promessas ao longo dos últimos anos.
O Plano de Ação para a Comunicação Social, apresentado em outubro de 2024, prometeu melhorar o panorama mas, 14 meses depois, grande parte das medidas não saíram do papel.
O Governo comprometeu-se nessa altura a apoiar, por exemplo, a distribuição de jornais e revistas nas zonas de baixa densidade populacional. “Mas mais de um ano depois não aconteceu nada”, sublinha a presidente da API, comentando também a possibilidade anunciada pela VASP de suprimir certas rotas de distribuição.
Segundo Cláudia Maia, em 2025, até 16 de dezembro, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) tinha registado 111 inscrições e 106 cancelamentos de publicações periódicas. Contudo, “estão a surgir novas publicações no digital”, salientou a presidente da API.
Em 2010 estavam registados na ERC cerca de três mil órgãos de comunicação social. Em 2024 esse número tinha caído para cerca de metade, havendo apenas 1.675 títulos registados.