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2025 foi o ano mais mortífero de sempre para jornalistas

A câmara fotográfica da jornalista palestiniana Mariam Dagga, morta num ataque de Israel contra o local onde se encontravam vários jornalistas, no hospital Al-Nasser, em Gaza. Créditos: Reuters

Foram mortos mais jornalistas e profissionais dos media em 2025 do que em qualquer outro ano desde que o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) começou a recolher dados, há mais de três décadas: 129.

Segundo o relatório anual do CPJ, divulgado esta semana, Israel foi responsável por dois terços de todas as mortes de jornalistas, tanto em 2025 como em 2024. As Forças de Defesa de Israel (IDF) cometeram mais assassinatos dirigidos a jornalistas do que as forças armadas de qualquer outro governo desde que o CPJ começou a documentar estes dados em 1992.

Os assassinatos de membros da imprensa por drones estão a aumentar: passando de dois em 2023 – o primeiro ano em que o CPJ documentou tais assassinatos – para 39 em 2025.

Pelo menos 104 dos 129 jornalistas e profissionais dos media foram mortos em situações de conflitos armados. Embora o número de jornalistas mortos na Ucrânia e no Sudão tenha aumentado em relação ao ano anterior, a maioria voltaram a ser palestinianos mortos por Israel.

Foram realizadas poucas investigações transparentes sobre os casos de assassinatos seletivos documentados pelo CPJ em 2025, e ninguém foi responsabilizado em nenhum destes casos.