A distinção com a “Caneta de Ouro” foi anunciada pela Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA) e será entregue às três principais agências de notícias internacionais (AFP, AP e Reuters) que têm profissionais contratados na Faixa de Gaza.
A “Caneta de Ouro” para a liberdade de imprensa será concedida na segunda-feira, 1 de junho, aos fotógrafos e operadores de câmara das três principais agências de notícias internacionais (AFP, AP e Reuters) que operam na Faixa de Gaza para documentar a guerra, correndo grandes riscos pessoais, anunciou na quinta-feira a Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA).
O prémio será entregue em Marselha a representantes destas três agências noticiosas, incluindo o fotógrafo Mohammed Abed, que trabalhou em Gaza para a Agence France-Presse até abril de 2024, antes de se transferir para a sucursal do Cairo.

“Há mais de dois anos e meio que os jornalistas em Gaza testemunham a morte, a destruição e o sofrimento humano com uma intensidade sem precedentes”, explica a WAN-IFRA, que realiza o seu 77.º Congresso Mundial de Imprensa na próxima semana, organizado em parceria com a CMA Media, o braço mediático da empresa de navegação CMA CGM.
“São tanto vítimas do conflito como cronistas de uma guerra que eclodiu – e prossegue – à sua volta”, acrescentou a organização. O prémio reconhece também os seus colegas feridos ou mortos em Gaza enquanto realizavam o seu trabalho de testemunhar a guerra travada pelo exército israelita após os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023.
De acordo com uma avaliação dos Repórteres Sem Fronteiras, no final de 2025 mais de 220 jornalistas tinham sido mortos pelo exército israelita em Gaza desde outubro de 2023
A WAN-IFRA frisou ainda que o Estado de Israel bloqueou o acesso livre de jornalistas estrangeiros à Faixa de Gaza desde o início da guerra, alegando razões de segurança.
