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Trabalhadores despedidos das revistas Lux exigem salvaguarda de direitos laborais

Os trabalhadores das revistas Lux, Lux Woman, Lux Deco e Lux Moda e Beleza, despedidos no mês passado pela Masemba, que entrou em insolvência, divulgaram um manifesto público em resposta ao comunicado emitido a 1 de setembro pela DOTMEDIA, anunciando que iria passar a explorar estes títulos editoriais, com uma nova estrutura e equipa redatorial.

A DOTMEDIA tem como sócio-gerente Carlos Santos, sem passado conhecido na administração na área da imprensa, e apresenta Carla Barreira, jornalista que já liderava a Lux Deco e a Lux Moda e Beleza nos quadros da antiga Masemba, como sendo a diretora editorial de todas as revistas e área de negócios.

Os 20 profissionais despedidos manifestam preocupação com o que consideram ser a “omissão de aspetos fundamentais” relacionados com a situação da anterior entidade detentora das publicações, a Masemba, e com o futuro dos trabalhadores que asseguraram durante anos a produção das revistas.

A Masemba encontra-se em situação de insolvência declarada desde julho de 2026, circunstância que, alegam os trabalhadores, deixou por regularizar diversos compromissos financeiros, incluindo subsídios, indemnizações e outros créditos laborais.

O manifesto recorda que, a 12 de agosto, os trabalhadores foram informados pelo representante legal da empresa de que a atividade cessaria a 31 de agosto de 2026, numa altura em que a sociedade já se encontrava sob gestão de um administrador de insolvência.

Criticam também a forma como foi comunicada a transição das marcas para uma nova estrutura empresarial, pois foram confrontados com o anúncio público da continuidade editorial dos títulos, com uma nova equipa, sem que fossem esclarecidas as questões relacionadas com responsabilidades anteriores e direitos laborais pendentes.

Face à situação, os trabalhadores apelam à intervenção dos tribunais portugueses, do Administrador de Insolvência e das entidades reguladoras do setor dos media, defendendo uma fiscalização rigorosa do processo.

Apesar das dificuldades financeiras e da incerteza quanto ao futuro, estes trabalhadores afirma mter mantido a atividade editorial até ao último dia, assegurando a viabilidade das edições agora assumidas por uma nova estrutura.

Os profissionais sublinham que o valor das marcas resulta de anos de trabalho e dedicação das equipas que as construíram.

“Não permitiremos que a história desta transição ignore o sacrifício e os direitos legítimos daqueles que foram o verdadeiro motor destas revistas”, conclui o manifesto assinado pelo grupo de trabalhadores das publicações Lux, Lux Woman, Lux Deco e Lux Moda e Beleza.