Washington Post despede um terço da redação e deixa de ter fotógrafos

A administração do Washington Post anunciou à redação, na quarta-feira, 4 de fevereiro, que iria iniciar com efeitos imediatos um processo de redução de pessoal, “para poder prosperar novamente”. Mudanças drásticas, que deixaram os trabalhadores do jornal em choque, e que foram anunciadas pelo editor executivo Matt Murray por videoconferência.

Sem adiantar números concretos, a redação foi informada de que todos os trabalhadores iriam receber e-mails com os detalhes dos despedimentos. Esses e-mails começaram a ser enviados na própria quarta-feira, apanhando inclusive de surpresa correspondentes de guerra na Ucrânia, que ficaram sem garantia de ter a viagem de regresso aos EUA paga pelo jornal.

No total, o jornal comprado em 2013 pelo dono da Amazon, Jeff Bezos, despediu cerca de 300 dos 800 jornalistas dos quadros e todos os correspondentes estrangeiros, segundo o New York Times e a Associated Press.

Entre os jornalistas despedidos estão todos os fotógrafos. Secções icónicas, como a de Livros e Desporto, desaparecem também do jornal.

Os problemas do Post contrastam com os lucros do seu concorrente de sempre, o The New York Times.