Fundou o PPD-PSD, foi primeiro-ministro em dois governos provisórios, fez a mais importante revisão constitucional do país (a de 1982), foi advogado, empresário determinante na história da comunicação social, e podia ter sido tudo o que quisesse ser, amparado pela fortuna herdada à nascença. Mas Francisco Pinto Balsemão teve apenas uma grande paixão, e foi eterna. Quando publicou as suas “Memórias”, em 2021, voltou a reafirmar esse amor: “Continuo a considerar-me, acima de tudo, um jornalista.”
Foi no “Diário Popular”, que era do seu tio, que começou a carreira de jornalista, em 1963. Dez anos depois fundaria o Expresso e, daí em diante, nunca deixou de ser “um homem à frente do seu tempo” na área dos media, criando a primeira televisão privada em Portugal e, 15 anos depois, o primeiro canal dedicado só a notícias (SIC/SIC-Notícias).
Francisco Pinto Balsemão morreu na terça-feira, 21 de outubro, de morte natural. Tinha 88 anos. O governo decretou dois dias de luto nacional pela sua morte. As cerimónias fúnebres decorrem na quinta-feira, 23 de outubro, no Mosteiro dos Jerónimos.